Já pensou : Eu namoraria comigo mesma?
Eu gosto da solitude, do meu momento, todas as nossas reflexões mais íntimas acontecem enquanto estamos sozinhos, nas reflexões filosóficas diárias durante nossa respiração profundo.
Quando estamos a sós não há ouvidos para terceiros, para pensamentos que nos exclui de quem somos de verdade, os outros nos aproximam de quem somos quando nos trazem percepções do mundo e de como nos comportamos.
A vida está cheia de novas impressões, novas escolhas e quando entramos em nosso silêncio, ouvimos quem somos e com a ajuda das percepções dos outros, montamos um quebra-cabeça de quem somos, da nossa personalidade.
Quando leio Nietzsche eu entro dentro de mim, me absorvo e me reservo um tempo, quando Sócrates disse que não sabia de nada , eu acreditei que ele seria o homem mais sábio do seu tempo, ele sempre foi um homem sábio, humilde e criativo, as nossas ideias, perguntas acabam nos consumindo para que possamos nos responder intimamente e quanto mais nos perguntamos mais perguntas formulamos para as mesmas perguntas, no fim, não sabemos de nada, somos apenas perguntadores assim como Sócrates.
Agora é a vez daquela perguntinha básica e importante. Você namoraria si mesmo?
Como seria a sua vida se estivesse com alguém como você?
Quando nos conhecemos abrimos mão de muitas coisas, deixamos de nos deixar influenciar, e aceitamos os nossos defeitos e procuramos nos corrigir pelo fato de sabermos o que acreditamos ser melhor para nós.
A solitude não é como o sentimento de solidão, da solitude vem a nossa capacidade de ouvir a voz do silêncio, de nos conectarmos com as nossa essência com o nosso EU mais profundo, aquele EU sem o véu que nos cega pelo egoísmo e o orgulho.
Procuramos sempre o nosso par perfeito quem nos ajuda na conexão de quem somos com quem querermos nos tornar, é aquele ser que nos ama como somos, e nos ajuda a nos iluminar, mas antes desse encontro é preciso algo maior, uma força de vontade e de muita coragem para que nós possamos realmente nos relevar como somos, é nesse momento que fazemos a pergunta: Quem somos nós? É nesse momento de solitude que encontramos as melhores respostas.
As estrelas sempre nos chamaram a atenção, nos iluminam nos dias sombrios e nos conectam com o cosmos, a lua é nosso ponto de referência no céu, é nosso celeste iluminado que nos ilumina as noites. A lua é feita de nosso mesmo chão, é parte de nós por isso seu magnetismo intenso e magnífico.
Quando tiver alguma pergunta importante, pense olhando para o céu, quando o orgulho e o egoísmo te alcançar , olhe para o céu, ele é nosso limite e nosso espaço ilimitado, são as contradições inteligentes que nos garante perguntas e respostas, deixe que o céu te faça perceber-se firme.
Em algum lugar do mundo há alguém como nós que nos inspira as perguntas e que nos conectam com as respostas, há quem diga que são almas gêmeas, são os que buscam a si mesmo e que nos aproximam do nosso melhor.
Sabe aquelas pessoas que nos fazem crescer tão grande que nos sentimos gigantes e brilhantes? Somos nós , o nosso olhar, o mesmo olhar que nos abraçam com a alma, é um beijo doce do divino.
A nossa alma exala os nossos desejos, os nossos pensamentos, todos nós estamos mergulhados pela energia criadora e por isso somos co-criadores, somos semi-deuses., o amor é uma grande força, é o que nos gera , é o que nos mata, é o que nutre a nossa alma, enfim, quando estamos em estado meditativo, quando buscamos essa força, buscamos a nós mesmos.
Quando buscamos a nossa essência, quando aceitamos quem somos, estamos amando, estamos vivendo esse amor, enfim, estamos conectados com esse amor, é por isso que a solitude é importante para que nós possamos viver esse amor.
Você se procura nos outros, se inspira nos outros, porque somos frutos do mesmo amor divino, na mesma força criadora, somos seres únicos porque temos dentro de nós marcas e conexões com os outros conforme as nossas próprias percepções, somos geradores de energia, captamos todas as outras forças, somos únicos.
Quem procuramos para ser o nosso para perfeito se parecem com quem somos, temos os mesmos talentos, as mesmas formas de ver o mundo e é por isso que nos inspiram, porque nos entendem e nos ajudam no nosso autoconhecimento.
Você namoraria a si mesmo porque se ama, porque você se conhece e se inspira na beleza que encontra em si mesmo, acredita que o amor se estende ao infinito e se procura no outro por isso procura alguém , um ser que acredita que te completa, mas na verdade, não existe isso, existe sim, seres amáveis e puros que se amam porque acreditam no amor e na criação desse mesmo amor, e em tudo que é criado depois disso.
Você namoraria a si mesmo porque sabe quem é você e se aceita, entende o outro como a si mesmo, é por isso que tudo faz sentido a você, porque o que nos nutre também alimenta o que amamos.
A solitude nos aproxima de nós mesmos, nos ajuda a alcançarmos o que desejamos e nos ajuda a entender as perguntas , porque apenas nós somos capazes de responder o que está intimamente ligado a nós, logo, tudo que sabemos é lindo, e sabemos assim como Sócrates e outros filósofos que não sabemos de nada, porque não nos ignoramos...
Namoraria a consigo mesma?
Sim, porque se conhece, e quer compartilhar com alguém parte de você, quer estar com alguém que não vai te abandonar e nem esquecer de quem você é... esse alguém que procura está diante de você no momento que enxergar quem é e quem
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