Eleger uma mulher antifeminista é uma ação desonesta.
É uma traição contra todas as outras mulheres.
A soronidade é um ato de amor.
Mulheres antifeministas tiveram mais de seis milhões de votos no Brasil, mulheres que são contra os direitos femininos, direitos que foram conquistados, não foram condecorações, foram atos de lutas que conquistamos as políticas públicas, foram as mulheres que trabalham sol a sol para conquistarem seus direitos às escolas, à educação pública, foram mulheres que conseguiram ter o direito de sermos nós mesmas.
Não usamos burcas, temos o direito de estudar, temos o direito a trabalhar, entre outras conquistas, que as minhas avós, as minhas bisavós e as suas também não tiveram antes, são essas conquistas que nos motivam a crescer, e a eleição de mulheres antifeministas estão usufruindo desses mesmos direitos que elas abominam.
Mulheres que falam que não existe feminicídio, que não levam em consideração as estatísticas, que não entende o valor da mulher, que não se provocam estudar sobre a história feminina, que não compreende a origem da violência na humanidade, não merece minha atenção, mas merece minha apreensão .
- Feminicídios: De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, uma pequena queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025 (quando houve 876 casos). No acumulado de 2025, o país contabilizou 1.568 feminicídios (+4,7%). [1, 2]
- Prevalência e Subnotificação: A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (Instituto DataSenado) aponta que apenas 4% das brasileiras declararam espontaneamente ter sofrido violência doméstica nos últimos 12 meses (cerca de 3,7 milhões de mulheres). No entanto, quando questionadas sobre situações específicas de violência sem usar o termo "violência", 33% relataram ter vivido agressões, o que equivale a quase 29 milhões de brasileiras. [1, 2, 3, 4]
- Perfil das Vítimas e Agressores: Cerca de 62% a 80% dos crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros íntimos, e a maioria das vítimas é composta por mulheres negras (cerca de 62,6%
Ana Elisa, a recém deputada federal do Minas Gerais, uma jovem negra, mineira, extremamente inteligente ganhou carisma de todas nós mulheres, pessoas que realmente se preocupam com o bem fazer.
Esta deputada está sofrendo ameaças de morte porque ganhou as eleições e luta por nossos direitos, estamos sempre nos juntando, nos amontoando ao lado de pessoas que nos percebem, essas mulheres merecem nossa atenção porque todas nós vivemos sob o mesmo tipo de violência, independente de onde vivemos, somos mulheres.
Temos direitos porque estamos geograficamente bem, ainda temos os nossos direitos preservados e que luta por nós.
O que nós acreditamos que seja impossível, pode acontecer, a pergunta que faço é : Como mulheres votam em mulheres que abominam os direitos femininos, sendo elas mesmas beneficiadas?
O que entender de mulheres que desconhecem a própria história do feminino?
Sinceramente, me falta palavras para defender essas mulheres, porque eu não consigo defender o que me oprime, mas se algum momento essas mulheres nos tirarem os nossos direitos, foram os votos que as levaram aonde se encontram, o que nos resta?
Nos mobilizarmos no nosso dia-a-dia , nos expressarmos, nos posicionarmos e nos mantermos firmes , principalmente nos amarmos, termos a autoestima , buscarmos autoconhecimento, estudarmos e nos mantermos unidas.
Essas mulheres antifeministas são perigosas no cenário político, e estamos preparadas para lutarmos por todas nós!!!
- Bia Kicis (PL-DF): Eleita senadora pelo Distrito Federal em 2026, conhecida por forte atuação contra a "ideologia de gênero", pautas feministas e projetos voltados aos costumes conservadores. [1, 2, 3]
- Michelle Bolsonaro (PL-DF): Eleita senadora pelo Distrito Federal em 2026, uma das principais lideranças femininas da direita no país com discurso focado na família tradicional e valores cristãos. [1, 2, 3]
- Carol de Toni (PL-SC): Eleita senadora por Santa Catarina em 2026, autodeclarada antifeminista e atuante em pautas de oposição a cotas femininas e agendas de gênero. [1, 2, 3]
- Júlia Zanatta (PL-SC): Reeleita deputada federal por Santa Catarina com votação histórica em 2026, que publicamente se define como antifeminista e defensora de pautas conservadoras. [1, 2, 3]
- Eduarda Campopiano (PL-SP): Eleita deputada estadual em São Paulo como a candidata mais votada do pleito de 2026 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), autointitulada antifeminista e conservadora. [1, 2]
- Ana Campagnolo (PL-SC): Reeleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, conhecida por forte militância e publicações contra o movimento feminista. Essas mulheres que comungam ideias fascistas e nazistas são mulheres...

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