Há quem diga que não é uma mulher... eu digo sim, ela é , e nos representa no poder legislativo, porque todo o trabalho vinculado às leis , é sim, representatividade.
Eleita , a deputada federal é agora a presença da mulher, e não é uma deputada qualquer, é uma mulher eleita travesti e trans, e isso é muito bom por alguns bons motivos, é ativista, ou seja, o pensamento se solidifica em ação, não é uma política que apenas nos serve como enfeite, mas como uma mulher pronta a nos garantir os direitos que nós merecemos, lembrando que a maioria de nossos direitos vieram com base em lutas e diálogo, mesmo sendo diálogos bem marcados por polêmicas.
Eleita para a Comissão de mulheres, e não podemos esquecer que os mesmos votaram nela como representante, mesmo com algumas discordâncias, ainda sim, posso dizer, que sim, ela é nossa melhor representando , sim nos esquecer que em alguns anos atrás , foram homens neste mesmo cargo, cá entre nós, trans, travesti ou não, ela pode sim, nos garantir direitos e defesas contra quem diga NÃO, aos nossos direitos que merecemos termos a nossa voz, a nossa minoria nos plenários, que maioria são homens, os deputados federais nos representam enquanto parlamentares, então todo projeto de lei requer cuidado e direcionamento para que haja bons projetos que beneficiarão os cidadãos brasileiros e seus Estados, então, uma pessoa que não compreende a necessidade, não compreende o fim, logo, àqueles deputados que tem consciência de classe, entendem sim, as necessidades de cada um de nós.
A nossa preocupação de agora é nos garantir segurança, o uso de kit de proteção da mulher contra a violência é primordial, já que a violência está crescente, e o feminicídio está crescendo e sendo sim debatida, é importante lembrar que a misoginia já é combatida na lei Maria da Penha, mas precisamos de mais, mais ações e tendo alguém que nos ajudem , já é de grande valia.
Precisamos de projetos sociais que nos ajudem a divulgar as leis e impedir a violência desde a raiz , portanto, sempre iremos nos atentar do que nos importa, o feminismo é a luta, é a causa de muitas conquistas.
A violência contra mulheres, LGBTQI+ , negros, crianças e adolescentes, idosos, enfim, as leis que nos ajudam contra a violência é ainda a nossa prioridade a partir do momento que cresce o uso de violência, e não é apenas os dados que comprovam mas em todas as esferas, principalmente nas redes sociais, que pregam de forma descarada palavras agressivas sem o menor controle, o que agrava mais a nossa situação enquanto população mais vulnerável.
Quando nas redes sociais nos denominamos feministas, como pessoas politizadas há um bombardeio de discurso de ódio à nós, o que provoca uma vontade de mudança na base da sociedade, a começar na educação , por isso a necessidade de buscarmos na educação infantil uma estratégia de educação contra a violência, essa é a minha proposta enquanto escritora de livro infantil e professora, a nossa ideia de mudança começa sempre na infância, porque o crescimento moral, as primeiras lições são na infância, logo, racismo, machismo, misoginia e outras formas de preconceito e violência se aprendem, é através dos nossos exemplos que se fixa valores morais negativos ao convívio social.
O antifeminismo , este que é uma ideologia que quer retroceder as nossas conquistas feministas, podem ser representadas por mulheres do movimento" tradwife", que apenas enaltecem ao machismo justificando a sua ação contra o feminismo que sempre foi um movimento a favor das mulheres em todas as suas instâncias, lembremos que não precisaria de feminismo se houvesse justiça de direitos , essa desumanização é usada para nos ferir como mulheres, como seres humanos que não deve de forma alguma ter diferenças enquanto direitos e deveres universais, o que significa que sim, o antifeminismo é contra Érica Hilton, o que podemos considerar que todos que vão de encontro às nossas conquistas feministas não estão sendo coerentes com a justiça, e sim fortalecendo o machismo que nos fere moralmente, e nos agride quando nos impedem de termos os direitos que nos libertam.
Enquanto as antifeministas reclamam e julgam as mulheres por suas diversidades, o feminismo ajuda as mulheres com suas diversidades, em concordância com "tradwif", existe "redpill", são exatamente os machistas caracterizados, ou seja, os machões que acreditam na ideia de uma mulher inferior , e que nós devemos ser padronizadas em suas ideias de perfeição, segundo eles.
Para ser mais clara, entre nós feministas e as antifeministas, há um abismo de ideias que se desencontram por caracterizarem, ideias completamente opostas, quando a antifeminista e influencer, Pietra Bertolazzi, disse que o feminismo foi criado por mulheres feias, ela não só está enganada como também desconhece a história da mulher, porque é exatamente isso que nos parece com suas argumentações, mas isso não vem ao caso, a existência do antifeminismo não deixa o feminismo desacreditado, afinal, as nossas conquistas foram feita por nós e para todas nós, e está na história da humanidade, não se apaga da memória , são os nossos feitos enquanto mulheres, mesmo assim , ainda existe muita luta pela frente.
Podemos dizer sem nenhuma dúvida de que Érica Hilton terá que enfrentar muitas lutas em favor das mulheres e grandes discussões com as antifeministas de Brasília que estão por ironia em cargos parlamentares, o que é controverso já que o voto foi uma conquista feminista... Curioso né!!!
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