sábado, 13 de junho de 2026

Responsabilidade moral e responsabilidade afetiva!!!

 




 Como nos construímos? Como crescemos e como nos tornamos quem somos e em quem queremos ser?

Tudo é construído a partir de nossas mentes que nunca cessam , sempre estamos pensando, sentindo emoções, e vivenciamos diversos sentimentos, faz parte de nossa natureza humana olharmos para nós mesmos e nos buscarmos, faz parte de nosso aprimoramento enquanto seres , criaturas divinas.

A ciência pode nos explicar hoje o que há milhares de anos ainda era conhecido como misticismo, como magia ou mesmo os seus segredos profundos, ainda há muito o que ser estudado pela ciência para explicar muito do que sentimos e o que ainda estamos por viver, mas há algo que a ciência ainda não decifrou mas que a nossa ânsia por autoconhecimento já nos tem mostrado há cerca de milênios, a nossa alma.

Todos nós temos uma certeza que existimos, podemos nos tocar, nos amar e até odiar, sentir raiva, remorso, ressentimentos, mas sentimos a necessidade de mudanças, de sempre irmos à diante, a busca constante pela felicidade, nos programamos para a felicidade , independente de quando será, isso também pode ser a fé, a esperança ao alcançarmos algo que ainda não encontramos bem de perto.

Quando lemos um livro, quando assistimos um filme, uma série ou interagimos com os outros, estamos exercitando todos os tipos de emoções, sentimentos, e aprendemos com tudo que vivemos, isso é inevitável, por isso todos nós exercemos influência uns com os outros e esperamos sempre que sejamos positivos e bem lembrados, também notamos quando estamos sob más influências, e nos afastamos de quem não nos fazem mal, e infelizmente podemos ser uma má influência, depende da índole de cada um de nós, enfim, nós vivemos em sociedade, precisamos vivenciar todas os tipos de situações para nos tornarmos maduros e incorruptíveis.

Nós somos responsáveis afetivos, porque criamos vínculos, criamos afetos e desafetos também, é natural, afinal, cada um vive suas vibrações e nos aproximamos de quem nos assemelha, então, quando nos aproximamos de quem queremos ser, estamos alcançando um ideal pessoal, logo, não é uma utopia, é uma realidade tangível.

Dentro da literatura, o que escrevemos é parte de quem somos, porque somos fiéis a quem somos mesmo de uma forma indireta, às vezes nem percebemos , mas somos o que escrevemos porque a nossa mente é codificada através de nossa escrita, mesmo que seja uma pequena parte de quem nos influencia, ainda sim, parte de um pensar, assim também é na arte, em outras profissões, parte de nós está inserido em nossas relações.

Quando eu faço uma contação de história para as crianças, eu busco o que aprendi e como eu devo ensinar através daquela história, porque tudo têm uma ideia pelo qual foi criada, um motivo , uma inspiração, nada é ao acaso e nada é em vão.



UM DIA DE FADA, é uma história direcionada para as crianças com um intuito, há um conflito e há uma solução, e para chegar a essa solução há uma jornada, porque todos nós vivenciamos algo e aprendemos com ela, aonde chegamos é o ideal proposto através das histórias.

Falar sobre violência doméstica é ousado, eu sei , mas é algo que não deve fugir das nossas reflexões e nem de debates, todos nós já vivenciamos algum tipo de violência, já observamos, já presenciamos e até mesmo já estivemos nos dois lados das histórias, então, é preciso falar sobre isso, sem rodeios e sem camuflar uma realidade vivenciadas pelas crianças no seu dia a dia.

Fugir desse debate é não tirar o véu para enxergar a realidade, é se enganar, fingir que não vê é cruel com quem sofre e que precisa proteção.

Nunca vou deixar de dizer ou escrever sobre algo que eu preciso trabalhar, não podemos nos calar diante do sofrimento alheio, somos responsáveis afetivos com aqueles que nos cercam, e podemos acolhê-los através de palavras confortantes, de um aconchego ou mesmo uma oração, nunca se pode negligenciar o outro quando este nos pede apoio , mesmo que não seja exatamente aquilo que esperam de nós, afinal, as expectativas nem sempre são alcançadas.

O papel moral de alguém que alcança um número grande de pessoas, que é um grande influenciador , é extremamente importante, mesmo que não seja uma vontade de sê-lo , ainda sim é, e não podemos negligenciar , porque é independente de nossa vontade, é o que chamamos de responsabilidade moral, é também comparada à caridade moral.

Ao nos conscientizarmos que temos responsabilidade moral e afetiva passamos a agir com mais cuidado e somos mais amorosos, mais atentos aos nossos atos evoluímos em nossas realções.

Historicamente , estamos cercados de exemplos, são artistas, governantes, principalmente familiares, mães , pais, irmãos, porque a proximidade é  essencial para nosso desenvolvimento moral, grandes estadistas influenciaram milhares de pessoas, quantos soldados foram para as infindáveis guerras para supostamente proteger suas nações, afinal, quem declara guerras não são os civis, mas os grandes governantes não é verdade? Mesmo uma guerra civil, ela não foi declarada por uma pessoa qualquer, foi uma pessoa altamente influenciadora, o que eu quero dizer é que o poder das palavras são gigantes e trazem consequências em concordância com sua potência, artistas que fazem dos seus atos e palavras verdadeiros exemplos de honestidade, humildade, gentileza e caridade, excelentes pessoas anônimas que deixam os nossos dias mais reflexivas e leves, então, as palavras são fontes energéticas de tudo que podemos vivenciar, seja ao nosso redor, seja dentro de nós, o que precisamos é ficarmos atentos ao que falamos, escrevemos porque tudo vai gerar uma reação, e isso é o que chamamos de vida, de karma, livre arbítrio, ou de como queiram nomear.

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