Uma história arrepiante, uma realidade mortífera, a pergunta que nos impera agora é : O que leva quatro adolescentes matarem um cachorro espancado ,com requinte de crueldade como dizem os mais sabidos do assunto.
O fato aconteceu em Florianópoles, na Praia Brava.
Poderíamos fazer uma análise psicológica de quatro garotos que simplesmente acreditaram que a maldade não seria exposta para milhões de pessoas que claramente estão chocadas com a tamanha crueldade, o dinheiro e o status das famílias dos criminosos tentam de todas as formas abrandar esse acontecimento, como se fosse algo normal, e normalizar a violência, não é um ato civilizado mas covarde que deixa evidente que o ser humano não é tão humano assim, alguns mostram-se na escuridão de si mesmos, outros procuram se mostrarem virtuosos, bem... todos cometemos erros, mas há atos que não merecem a obscuridade, mas sim um exemplo a não ser seguido ´, aprendemos a sermos mais humanos quando há maldade capaz de nos abalarmos, é exortar o amor, esse é o motivo pelo qual a maldade existe, para que possamos pensar no amor e agir por amor, quando vemos uma cena ou algo ruim, pensamos imediatamente num ato contrário, na retaliação desse ato, logo pensamos no amor, então, a compaixão nos abraça o coração.
Podemos dizer ainda, são quatro garotos, não são garotas, eles se mostram fortes e poderosos, ali, num ato de crueldade, será essa virilidade , essa masculinidade que precisamos?
Onde há sensibilidade, há um ato de amor e compaixão, sermos sensíveis não nos tornam fracos, nos tornam mais humanos, mais conscientes de que o bem não pode ser superado pela maldade.
A masculinidade não está na violência, mas para uma boa parte da população machista, a masculinidade serve de justificativa para um ato cruel, não apenas com um animal indefeso, mas contra mulheres, a população LGBTQI +, idosos e crianças, o fato de não retribuirmos a violência, a falta de força na autodefesa não significa que somos inferiores ou incapazes.
Acreditam que a masculinidade, a virilidade se expressam na violência, essa dominação através de um ato violento só define um ser humano completamente maldoso, e digno de pena, mas ter pena não é deixá-lo livre de punição, mas nos vermos como pessoas que tratam essa condição com mais sabedoria, quer dizer, a nossa capacidade de amar, de perdoar não significa que somos fracos, mas sabidos, tolerantes, o que também não significa que não podemos punir as pessoas que nos maltratam, a nossa evolução espiritual está em entender a condição de quem age erroneamente mas que estes merecem a chance de melhorarem mesmo que isso seja difícil pelo grau de sua situação moral em que se encontram.
Para muitas pessoas que agem com violência tendem a justificar seu erro com a ação da vítima, quer dizer, a vítima na imagem mental dessas pessoas violentas merecem a violência, as vítimas passam a serem responsáveis pelo seu ato violento, porque acreditam que a sua ação violenta é a punição merecida, e por incrível que pareça a humanidade aprendeu isso, fomos acostumados a isso, ao ponto se der normalizado e muitas vezes legalizado em leis , lembrando que há muitos séculos atrás as mulheres e crianças vítimas de estupro eram consideradas culpadas, e muitas eram jogadas nas ruas e na prostituição por isso, em outros casos se casavam com seus estupradores para " Honrarem suas famílias" , afinal, quem gostaria de ter alguma mulher na família ou criança vítima de estupro? Outras vezes grávidas ainda na infância de seus estupradores e muitas dessas crianças morrendo por causa de um parto dificultoso por serem crianças.
A crueldade sempre foi autorizada pela sociedade, bater na criança para educá-la, agressão verbal e psicológica normalizada e naturalizada, todas as formas de justificar a agressividade humana.
MAS, estamos lutando contra esse absurdo, estamos vendo milhares de mobilizações contra a violência, vemos no mundo toda uma discussão a respeito disso, estamos vivendo uma polaridade muito intensa entre o bem o o mal, estamos avaliando e reavaliando as nossas ideias, filosofias e nos impulsionando à melhora, estamos agora cansados dessa onda de violência e estamos intimamente lutando contra ela.
Não há mais desculpas aceitas sobre o que estamos vivendo de ruim, as pessoas mais despertas estão pensativas sobre o que estamos fazendo a respeito da educação, das guerras e de como lidamos com o que estar no porvir.
Deixamos de nos silenciar, estamos nos expressando melhor, estamos usando os gatilhos emocionais para nos curarmos, essa onde de violência só nos mostra o quanto a sociedade é doentia.
O fato desses adolescentes agredirem um animal e o matando a pauladas nos fazem refletir sobre que tipo de educação estamos dando para as crianças, e que tipo de adultos estamos formando, é um fato que deve ser estudado e tido como lição de como somos imaturos na educação de nossa sociedade.
Há inúmeros de influenciadores, de conselheiros de relacionamento , educadores, de pessoas que se dizem especialistas e nos mostram atitudes e ideias inovadoras de machismo, camuflando ideais medievais sobre relacionamentos, sobre educação, e adquirem seguidores que apenas propaga uma crise de masculinidade, de como a sociedade está enganada sobre si mesma.
O que acontece todos os dias é que está claro a falência da humanidade, o quanto ainda precisamos melhorar, não há mais desculpas para retardar o nosso progresso moral, precisamos tirar esse véu de Isis e nos entendermos como seres em evolução , mas que precisamos mudar logo antes que um mal maior aconteça.
A grande questão: Estamos prontos para melhorar? porque ainda estamos justificando nossas falhas ao invés de nos esforçarmos para a grande mudança moral que devemos vivenciar, alguns já se reconhecem como pessoas que despertaram e que podem provocar uma mudança significativa, enquanto outros, se esforçam para permanecerem como estão, camuflando e disfarçando antigas filosofias antiquadas vindas de séculos atrás.
O que estamos vivendo é a separação do joio e do trigo como na escritura sagrada "a Bíblia", estamos nos identificando, estamos buscando a nossa egrégora e a seguimos conforme a nossa vibração, a nossa frequência, estamos olhando para o outro com mais sensibilidade, estamos julgando mais e estamos melhorando ou piorando? Depende unicamente de nossas tendências morais.
Façamos a grande pergunta: Em que lado estamos nessa história?


