Sabe aqueles dias em que perdemos a noção do próprio tempo e nos perdemos em pensamentos tão longe, pensamentos que povoam os vales, campos , pequenas cachoeiras , essas imagens mentais podem nos levar à tranquilidade e a paz?
Quando eu era bem pequena, minha família passava fins de semana em uma fazenda, fazíamos piquenique à beira de um ribeirão, eram dias inteiros contemplando a natureza, era uma oração interna, uma sensação de pertencimento, meus irmãos e eu, explorávamos a mata, procurando seres mágicos, víamos peixes que dividiam o mesmo espaço com as nossas pernas , aprendi a nadar em rios, cachoeiras, então, não tinha medo do que existia naqueles lugares.
A infância é um "playgroud" , onde passamos a ver o mundo em miniatura ,e quando crescemos?
Deixamos de ver as partes boas só porque conforme crescemos, também crescem as preocupações? Mas aonde moram a alegria e os pensares positivos?
Quando cultivamos algo de bom dentro nós , o belo sempre resgata a nossa fé em algum lugar dentro de nós, na infância aprendemos a lidar com as diferenças logo que chega a fase escolar, mas é dentro de nós que está o melhor lugar do mundo, porque é dentro de nós que passamos a entender quem somos de verdade.
Os outros sempre esperam de nós as melhores virtudes, as expectativas são crescentes com o passar do tempo, mas quando deixamos o tempo e paramos para respirar para pensarmos e refletirmos sobre nós mesmos, descobrimos lugares maravilhosos dentro de nós.
A imaginação não é só um exercício mental, é um estado de concentração que dialoga com o nosso coração, é nesse lugar comum que habita o melhor em nós, o coração sendo o músculo mais forte do nosso corpo trás marcas que carregamos desde o momento que nascemos até o dia de nosso desencarne, é como se ele fosse programado para permanecer resistente aos nossos pensamentos mais profundos, por isso, é onde acreditamos que vive a nossa alma.
A conexão dele com a glândula Pineal é que nos mantém literalmente cientes da nossa existência, as nossas memórias estão intimamente ligada aos nossos sentimentos, as emoções, portanto, tudo que somos é o puro pensamento, então, o que é matéria perto de tudo que somos?
É aonde precisamos estarmos para nosso desenvolvimento moral e espiritual.
As nossas relações interpessoais nos mantém nesse eterno aprendizado, quem conhecemos, quem negligenciamos por orgulho e egoísmo estão mais próximos de nós do que imaginamos, porque são as conexões mentais é o que nos aproximam e o que nos distanciam, porque tudo que sentimos , pensamos são energias que nos conectam uns com os outros e no espaço aonde vivemos.
Por isso quando nos lembramos de nossos momentos, da nossa infância nos conectamos com quem somos de verdade, é nesses pensamentos primários que se escondem as sensações de pertencimento, de onde vem as alegrias do que é simples e honesto.
Quando falamos sobre aura, sobre cackras falamos exatamente sobre nossa construção íntima, sobre o que somos em termos energéticos, quer dizer, se somos átomos aglomerado, ou seja, energia acumulada, estamos falando de um todo, e não é algo fora da razão, é algo que é cientificamente comprovado, o que há milênios já sabíamos.
A nossa mente cria quem somos, cria os nossos propósitos, e quando deixamos de olhar para dentro de nós de maneira simples e sincera estamos dando espaço para o que não é real, e deixamos de aproveitar esse grande conhecimento que começa dentro de nós.
Falar sobre infância, sobre as memórias infantis nos fazem despertar para o melhor de nós, é quando observamos de perto o que nos trás alegria e paz, então, toda vez que estiver triste ou mesmo desapontados, se lembrem de quando eram crianças, das alegrias, das risadas e da própria imaturidade, porque essas memórias elas nos resguardam de sentimentos depressivos, de momentos de estresse, elas nos despertam para seguir em frente, nos fazem nos lembrar as conquistas e mesmo com todas as nossas falhas, ainda si permanecemos com a mesma fé de antes.
As energias vindas dessas memórias são as mesmas que estão em nossas lágrimas curativas, essas que também já foram comprovadas pelos nossos cientistas atuais.
Não há outra forma de aprendermos a cultivar o amor, a sabedoria e o perdão senão através do nosso pensar sincero diante de nós mesmos.
Um exercício simples de meditação:
Sente-se em posição de lótus, se concentre na sua respiração, comece com uma respiração circular.
Concentre-se e busque a sua memória mais antiga, no aconchego dos abraços, do sorriso, dos passos ainda jovens, qualquer memória .
Lembre-se das sensações, busque sentir essas mesmas sensações.
Vale chorar, vale dar gargalhadas.
Agora visualize um lugar que só a sua alma consegue criar.
Coloque essa criança dentro dessa visão a criança que você ainda é.
Sinta a paz que essa criança te trás.
Depois de sentir... abra os olhos...
Esse exercício é apenas uma centelha do que você é capaz de sentir.
Tudo que somos , está dentro de nós, nada do que possuímos enquanto bens materiais se compara ao que somos.



