A amizade é a força que renova o espírito, as verdadeiras amizades se alinham no tempo e no espaço e se reencontram por toda a eternidade.
Reencontrei dois grandes amigos, irmandade, dois seres brilhantes que fizeram parte da minha infância e a alegria me tomou o coração.
Quando na infância você encontra pessoas das quais coleciona memórias, as risadas em comum, as festas e uma linguagem corporal que nos fazem nos reconhecer.
As amizades verdadeiras nos escolhem , são elas que comungam as mesmas ideias , o mesmo dom de existir, é na essência que nos conectamos.
Quando a essência não é compatível, essa energia nos afasta, por isso a distância nunca gera obstáculos mas aumenta a saudade e a vontade de um reencontro.
É verdade, o amor vindo de uma amizade verdadeira perdura pela eternidade porque há conexões verdadeiras, há uma sensação de pertencimento e de amor, nada é mais lindo do que uma amizade que se entendem e se resguardam.
Eu os reencontrei nas redes sociais, e conversamos durante horas sobre o que nos unem ainda mais, as convicções políticas.
A vontade de fazer o bem, a verdadeira caridade vem de uma vontade genuína, sim, a nossa essência diz quem somos de verdade, não há máscaras quando a essência se transforma em ações, é por isso que as verdadeiras amizades se fundem.
Hoje aprendi na prática sobre a caridade.
Há quem faz caridade por ego, para serem vistos, por vaidade, é uma caridade egocêntrica, na verdade, não sei nem se posso fazer essa denominação, afinal, caridade é uma ação divina, não é uma palavra solta, é a essência que nos leva à verdadeira caridade.
Ao reencontrar meus dois amigos de infância, eu percebi o quanto o tempo do espaço é curto quando se divide um amor fraternal.
Hoje percebi que a amizade é maravilhosa entre os que realmente sabem o valor da amizade e o quanto a política separa as pessoas...
O Bolsonarismo foi um divisor de águas nas minhas relações, a essência foi descoberta e eu vi isso com um certo assombro , porque eu percebi o quanto a caridade egocêntrica existe e eu finalmente aceitei...
Aceitei que não faço parte de uma mesma egrégora das quais algumas pessoas que eu vivi fazem parte, o que eu entendo quando rememoro alguns fatos e hoje eu aceito mais as nossas diferenças e o mais assustador é que eu preciso me afastar porque o ódio que sentem da esquerda me afeta.
Esses meus dois amigos são pessoas muito especiais da minha vida e quando essa amizade se recolhem na mesma ideologia, nós nos fortalecemos , e foi exatamente isso que aconteceu... Ter amigos leais são como dividir a mesma luz e eu me sinto orgulhosa por isso.
Somos fontes de luz, estrelas pequenas dentro de um orbe envolvido numa egrégora negra por causa dos pensamentos polarizados, de um lado o cuidado com os irmãos menores, e do outro o lado egocêntrico... E nós estamos segurando essa força positiva, segurando e resistindo a epidemia do fascismo e do nazismo, quando eu vi que algumas pessoas que eu conheço replicando uma lista negra com nomes de petistas, eu caí de joelhos, de tristeza e de decepção...
Mas resisto e me posiciono no amor e na caridade que sempre vivi, eu jamais vou me colocar num lugar de opressão, porque a crueldade não faz parte da minha essência.
Eu vivi a violência doméstica, escrevi a respeito e me coloco num lugar de fala, um lugar em que a caridade é uma bandeira da qual me visto com ela, não posso ser contrária ao que prego, ao meu ideal de ser um ser em busca da própria luz, o amor está na nossa essência, fomos a própria criação divina, portanto, a empatia nos fazem prosperar.
Eu sinto muito em presenciar o Bolsonarismo de tão perto e espero que um dia essas pessoas possam traduzir o amor em ações, que possam um dia entender o que realmente é o amor.
Eu me posiciono no lado esquerdo do peito, dentro do coração, porque eu sei que embora eu possa sofrer todo o tipo de perseguição, eu estarei sempre lutando por aqueles mais vulneráveis, a empatia é de fato uma ação de amor, e esse ato de amor esteja sempre a frente do meu caminho...


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