sábado, 10 de outubro de 2026

A lista perigosa de mulheres antifeministas no cenário político.




 Eleger uma mulher antifeminista é uma ação desonesta.

É uma traição contra todas as outras mulheres.

A soronidade é um ato de amor.

Mulheres antifeministas tiveram mais de seis milhões de votos no Brasil, mulheres que são contra os direitos femininos, direitos que foram conquistados, não foram condecorações, foram atos de lutas que conquistamos as políticas públicas, foram as mulheres que trabalham sol a sol para conquistarem seus direitos às escolas, à educação pública, foram mulheres que conseguiram ter o direito de sermos nós mesmas.

Não usamos burcas, temos o direito de estudar, temos o direito a trabalhar, entre outras conquistas, que as minhas avós, as minhas bisavós e as suas também não tiveram antes, são essas conquistas que nos motivam a crescer, e a eleição de mulheres antifeministas estão usufruindo desses mesmos direitos que elas abominam.

Mulheres que falam que não existe feminicídio, que não levam em consideração as estatísticas, que não entende o valor da mulher, que não se provocam estudar sobre a história feminina, que não compreende a origem da violência na humanidade, não merece minha atenção, mas merece minha apreensão .

  • Feminicídios: De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, uma pequena queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025 (quando houve 876 casos). No acumulado de 2025, o país contabilizou 1.568 feminicídios (+4,7%). [1, 2]
  • Prevalência e Subnotificação: A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (Instituto DataSenado) aponta que apenas 4% das brasileiras declararam espontaneamente ter sofrido violência doméstica nos últimos 12 meses (cerca de 3,7 milhões de mulheres). No entanto, quando questionadas sobre situações específicas de violência sem usar o termo "violência", 33% relataram ter vivido agressões, o que equivale a quase 29 milhões de brasileiras. [1, 2, 3, 4]
  • Perfil das Vítimas e Agressores: Cerca de 62% a 80% dos crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros íntimos, e a maioria das vítimas é composta por mulheres negras (cerca de 62,6%

Ana Elisa, a recém deputada federal do Minas Gerais, uma jovem negra, mineira, extremamente inteligente ganhou carisma de todas nós mulheres, pessoas que realmente se preocupam com o bem fazer.

Esta deputada está sofrendo ameaças de morte porque ganhou as eleições e luta por nossos direitos, estamos sempre nos juntando, nos amontoando ao lado de pessoas que nos percebem, essas mulheres merecem nossa atenção porque todas nós vivemos sob o mesmo tipo de violência, independente de onde vivemos, somos mulheres.

Temos direitos porque estamos geograficamente bem, ainda temos os nossos direitos preservados e que luta por nós.


O que nós acreditamos que seja impossível, pode acontecer, a pergunta que faço é : Como mulheres votam em mulheres que abominam os direitos femininos, sendo elas mesmas beneficiadas?

O que entender de mulheres que desconhecem a própria história do feminino?

Sinceramente, me falta palavras para defender essas mulheres, porque eu não consigo defender o que me oprime,  mas se algum momento essas mulheres nos tirarem os nossos direitos, foram os votos que as levaram aonde se encontram, o que nos resta? 

Nos mobilizarmos no nosso dia-a-dia , nos expressarmos, nos posicionarmos e nos mantermos firmes , principalmente nos amarmos, termos a autoestima , buscarmos autoconhecimento, estudarmos e nos mantermos unidas.

Essas mulheres antifeministas são perigosas no cenário político, e estamos preparadas para lutarmos por todas nós!!!

  • Bia Kicis (PL-DF): Eleita senadora pelo Distrito Federal em 2026, conhecida por forte atuação contra a "ideologia de gênero", pautas feministas e projetos voltados aos costumes conservadores. [1, 2, 3]
  • Michelle Bolsonaro (PL-DF): Eleita senadora pelo Distrito Federal em 2026, uma das principais lideranças femininas da direita no país com discurso focado na família tradicional e valores cristãos. [1, 2, 3]
  • Carol de Toni (PL-SC): Eleita senadora por Santa Catarina em 2026, autodeclarada antifeminista e atuante em pautas de oposição a cotas femininas e agendas de gênero. [1, 2, 3]
  • Júlia Zanatta (PL-SC): Reeleita deputada federal por Santa Catarina com votação histórica em 2026, que publicamente se define como antifeminista e defensora de pautas conservadoras. [1, 2, 3]
  • Eduarda Campopiano (PL-SP): Eleita deputada estadual em São Paulo como a candidata mais votada do pleito de 2026 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), autointitulada antifeminista e conservadora. [1, 2]
  • Ana Campagnolo (PL-SC): Reeleita para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, conhecida por forte militância e publicações contra o movimento feminista.   Essas mulheres que comungam ideias fascistas e nazistas são mulheres...

Escrever é um ato revolucionário !!!

 




 Quando abrimos nosso coração, o que encontramos dentro dele?

Me pergunto muitas vezes o que escondo dentro de mim , o que ninguém percebe dentro de mim?

Todos nós temos pensamentos íntimos, divergências que carregamos dentro de nós, e são essas construções mentais que nos trazem para a vida, pequenas questões que nos mantém firmes em nossas afirmações.

Sim, estar politicamente engajada me deixa próxima ao que acredito.

São as nossas ideias que nos colocam nas bolhas sociais, talvez eu esteja sendo persistente nas minhas opiniões, mas pensando bem...

Não é porque eu não estudei numa universidade federal que eu não vou lutar por elas, não é porque eu não recebo bolsa família que não vou lutar por ela, não é porque eu tenho plano de saúde que eu não vou lutar pelo SUS, ou pela farmácia popular e outras tantas políticas públicas, eu sou humana, sou mãe e sou lutadora todos os dias, é por todos nós que nos envolvemos em trabalhos como voluntária.

Escrevo desde que me conheço alfabetizada, e estou aqui para falar sobre as mulheres da minha vida.

Minha avó paterna era negra, nordestina, pobre , meu avó morreu soterrado na empresa onde trabalhava, a CBMM, onde meu pai trabalhou e se aposentou, a minha avó materna tinha dez filhos, a minha mãe é a filha caçula, quando ela morreu , eu era bem pequena, foi minha mãe que a ensinou a ler e escrever, hoje é minha mentora espiritual, e me orgulho muito delas.

Quando eu passei por meus problemas mais sérios, eu escrevi, eu falei , eu me expressei mas quase ninguém acreditou, eu precisei escrever um livro infantil sobre violência infantil para exemplificar a situações de muitas mulheres que passam por uma violência, esta que acontece em nossos lares, em nossas escolas, em nossos trabalhos, a vida nos mostra através da história dos outros temas dos quais desconhecemos intimamente.

A democracia é um bem do qual nos dá liberdade de pensar , refletir e agir em a nossa sociedade e podemos escolher os nossos representantes, mas estamos passando por um perigo de perdermos esse bem, é através da eleição presidencial que vamos dar rumo ao Brasil e pasmem, o cenário não é bom, já que o candidato Flavio Bolsonaro já se mostra antidemocrático, entre outros eleitos que já demostraram serem nazistas, sendo eles racistas, homofóbicos, machistas, mulheres antifeministas, mas o que me preocupa é o número considerável de pessoas que pensam como eles, o que posso declarar, é que lutar pelas ações sociais, é uma questão de sobrevivência.

Quando um ato antidemocrático existe, são os escritores, artistas, mulheres, crianças, idosos os primeiros a serem calados e torturados pelo silenciar, mas não é um silêncio provido do pensamento , é um silêncio para o não pensar, o não falar e o não se expressar.

Escrever é um ato revolucionário, já não basta vivenciar os horrores , é preciso eternizar pelas nossas escritas.

Ser otimista dentro desse cenário político é abalado, mas às vezes é preciso sofrer para perceber a importância do amor e do cuidado uns com os outros, mas será que o Brasil ainda não aprendeu com a própria história?

Pelo que percebemos não, é preciso vivenciar a tempestade para valorizar os dias de sol, e se assim for, que aceitemos as leis divinas para que o bem retorne aos nossos pensamentos.

Hoje já não é ignorância, é uma questão de moral, são racistas não declarados, homofóbicos , machistas que se escondem atrás de políticos com suas ideias semelhantes, logo, o Brasil está num período sombrio, então, eu escrevo, eu luto pela liberdade de escrever, e assim será sempre.


Um dia de fada, é um livro infantil sobre violência, e não estamos vivendo o aumento de feminicídio à toa, é a estrutura violenta que aflora a cada palavra de alguém que acredita que o ato violento é um direito de ser, mas não é assim que se vive o amor não é?



Trabalho numa escola pública, as crianças replicam a violência vindas e aprendida em seus lares, e não vou esconder a minha revolta em normalizar esse ato violento.

Eu vejo o racismo aprendido, a homofobia crescente, o machismo crescente e isso não é fácil, porque cresce a violência e tende a perpetuar, porque as futuras gerações já estão vivendo essa violência.

Um exemplo vivido essa semana : Uma criança de três anos, chegou chorando na sala de aula, o pai agiu com violência contra sua mãe, ela sentiu na pele a violência doméstica, e o que sentir depois disso, além de uma revolta que não consigo processar dentro de mim, o que me resta na educação, senão incentivar essa criança, menina, negra a se amar, a se respeitar e aceitar os outros como são ?

Diante das dificuldades agimos conforme os nossos pensamentos, emoções e sensações que nos revelam, a nossa atitude diária diante de uma situação estão em concordância com o que pensamos e agimos de acordo com as nossas possibilidades, ou agimos com piedade ou agimos com crueldade e pergunto a você? Como age diante de um ato de violência?

Por isso sempre escreverei sobre a violência e escrever é um ato revolucionário, educar é um ato revolucionário, ler é uma ato revolucionário e me expressar é um ato revolucionário, a omissão, estar ensina do muro sempre te coloca do lado do opressor, porque o silêncio nesse momento, é um aval para seu ato violento. 

Enquanto pudermos usar a nossa voz para celebrar o bem, usaremos, enquanto puder pensar livremente, me expressar, vou estar sempre do lado esquerdo, aonde vive e pulsa meus coração.

O medo do futuro... Mapa político depois das eleições no Brasil... O que virá???


 


Não há como modificar o passado, nós nos visitamos nele todas as vezes que as memórias nos cercam.

Escrevemos histórias tão lindas em nossas vidas, elas se perdem pelo caminho e voltamos nelas para sentir as gotas suaves da saudade.

Nem sempre as nossas memórias nos levam a lugares confortáveis e nos posicionamos da melhor maneira, mas somos assim, humanos.

Vivemos tempos difíceis mas nos encontramos num tempo também devastado por falta de esperança, deixamos que o tempo nos sirva de lições, que possamos nos projetar no futuro para que o agora seja melhor para o amanhã.

Creio que os dias tenebrosos virão, depois das eleições no Brasil, as coisas tendem a nos deixar apreensivos, afinal, o mapa da política nos deixa de fato com as nossas pernas presas à um passado onde a ditadura nos mantiveram presos , voltando uma fase assombrada em uma nação que agora tendem a pensamentos nazistas e fascistas, peço que todos nos tornam sensíveis aos outros, esses mais vulneráveis dos quais trabalhamos para que se tornem mais libertos , mas vejo que o mundo está nos assustando, mas acredito que nada é ao acaso , que há uma luz que nos fazem caminhar e evoluir para algum lugar melhor, mas se for preciso nos tornarmos unidos por amor e pelo poder de buscar a liberdade e a força interior de cada um  na construção de um mundo melhor, que assim seja.

O Brasil nos mostrou a sua falta de memória, a composição de um Brasil ainda voltado ao egoísmo e a ideias que separam de forma assombrosa todos nós.

Nos voltemos às nossas memórias, a escravidão que vivemos por 350 anos, as coisas que não tínhamos e que agora nos está sendo ameaçado, embora a fé me mova para frente , temo não só por mim , mas por todos nós, no atual mapa da política brasileira que foi definido através das eleições, a luta por nossos direitos está sendo a nossa maior luta, em todos os sentidos, alguns parlamentares nazistas no poder, pessoas com pensamentos retrógrados nos afasta da nossa liberdade e dos nossos direitos, mas tenhamos fé, às vezes as trevas nos tira a visão de futuro, mas embora isso aconteça, vamos continuar lutando, há ainda muita força de vontade.

As políticas públicas estão correndo riscos, e não é especulação, é uma verdade que não precisa ser muito inteligente para perceber, basta algumas aulas de história e uma dose diminuta de memória, e de puro bom senso, o que vemos agora é o total desprezo pelos mais vulneráveis.

Vivemos a escravidão, o apagamento da cultura e agora estamos revivendo e revisitando tudo isso, a não é uma visão otimista, é uma busca por conhecimento que nos leva a pensar que estamos prestes a perdermos muitas ações que foram conquistados com muita luta, mas tenhamos a força e a fé de que vamos passar por tormentas mas que vamos superar tudo isso, que será preciso aprendermos através da dor, eu não tenho dúvidas disso.

Talvez a vida nos leve para lugares estranhos, mas o ser humano se adapta , mas o que se deve fazer quando valores morais não se desenvolvem?
Não há fermento moral num ambiente onde a corrosão é algo interno e se desenvolve no seio familiar, se apropria das escolas e no trabalho, o que estamos vivendo é o desmascarar de nossas cascas sociais e no fim, quem sobre será oprimido e obrigado a viver num lugar onde excluir é uma atitude confortável para quem está inserido nessa bolha imoral, porque na se normalizou.
Nós sentimos desconfortáveis ou estamos dentro desse ambiente "normal"?
A escravidão foi normalizada, o submissão feminina, a homofobia, tudo ficou tão nítido na sociedade, que naturalizou a imoralidade, digo, sem dúvidas, a imoralidade no contexto de desumanização, de excluir o vulnerável e o tratar como um objeto e não um problema que deve ser tratado para uma ação humana, na valorização do ser humano , no ser como ser e não somente um ser econômico, que vive para se socializar sem a preocupação social da qual todos devem ser inseridos.
A humanidade nunca se humanizou? Ele simplesmente existe pelo número de pessoas, mas a palavra que se destaca porque não soubemos nos nomear adequadamente, nos diferenciamos dos demais animais justamente porque conseguimos ter consciência humana, mas não significa que estamos evoluindo moralmente, nos acostumamos em sermos coniventes com a barbárie, deixamos que essa violência se integre a todos nós, e quando nos descobrimos como seres que podemos nos humanizar, cuidar uns dos outros, passamos a trabalhar às questões sociais com humanidade, com um propósito humano, de paz.
Na política existem as leis que operam de acordo com a nossa moral, a nossa ânsia de justiça existe de acordo com nossos interesses, então, quando um governante é imoral retratando a sua conduta sendo racista, homofóbica , misoginia e entre outras questões que se enquadram a total falta de empatia, que se sujeita aos EUA, imperialista, que não se importa com a educação, saúde , com a fome de seus cidadãos, nos cabelos repensar na imagem que fazemos dele, e se o aplaudidos é que definitivamente nos assemelhamos a ele, há um simpatia com suas ideias.
No Brasil a maioria dos votos no primeiro turno elegeria Flávio Bolsonaro com todos os seus planos contra o povo brasileiro, ainda sim teve um número considerado de votos, o que deixa claro a semelhança com seus eleitores, agora, não é falta de informação, é falta de humanidade mesmo.
No cenário político que desenhamos nas eleições deste ano, trás uma linha de ideologia que domina a exclusão dos mais vulneráveis, há uma ideia nazista preocupante e que nos deixam tenebrosos , se caso esse terror venha a se concretizar, muitas pessoas, a grande maioria, vão sofrer de forma cruel.
O que estamos esperando de um candidato com suas ações comprovadas como um alguém completamente a par com ações sociais, provas contundentes contra ele , mas cada um que vive de acordo com suas ideias.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A nossa melhor fase da vida: O agora!!!

 


 


Eu abri meu coração, deixei que os outros pudessem me conhecer, mas com o tempo, eu aprendi que eu deveria ser a primeira a me reconhecer dentro dele.

Muitas vezes nos entregamos aos avessos, e nos convertemos em seres distantes de quem deveríamos ser, e como é natural, nos tornamos estranhos de nós mesmos e depois de um longo período tentando nos esconder nos outros, sentimos a vontade de nos pertencermos a nós mesmos, daí mudamos para sermos melhores.

Há quem diga que a melhor fase de nossas vidas é quando atingimos a maturidade, para outros, a infância é a melhor fase pois desconhecemos o que virá porque ainda somos inocentes, mas posso dizer que nem uma e nem outra, a melhor fase é sempre no agora, deixar o passado é nos despirmos de antigas roupas e quando a maturidade chega, já aprendemos com as nossas próprias experiências, mas nos julgamos melhores porque adquirimos uma certa "esperteza" , no fim das contas o AGORA, é a fase em que a nossa consciência está desperta, está certa de que tudo que fora vivido fora unicamente para o nosso aprimoramento, isso quando o AGORA, é de fato pensado, mas o que dizer quando ainda não atingimos a maturidade suficiente para a empatia?

Desde muito tempo enfrentamos os nossos fantasmas e encaramos problemas desafiadores e quando acreditamos atingirmos a maturidade nos chega a surpresa de que tudo que vivemos foi só um ensaio para o que virá.

Amamos a nós mesmos porque nos conhecemos, porque acreditamos em nós mesmos, é essa a melhor fase de nossas vidas, é quando aproveitamos o nosso tempo para o autoconhecimento, estar ao lado de quem amamos, e depois nos despedimos desse tempo. Quando nos amamos, amamos aos outros com todas as suas diferenças, é por isso que a maturidade é sempre a fase em que encaramos os nossos espelhos sem que a dor seja maior do que eu gostaria de sentir.

O AGORA, é o sentir da vida, é a leveza de estarmos prontos para o que virá depois, o agora será sempre a primeira ação, a primeira semeadura e o que veio antes, foi apenas uma história que nem sempre nos proporciona boas lembranças, no fim das contas, somos sempre senhores de nossas verdades, e quando acreditamos em nós mesmos, qualquer fase de nossas vidas nos servem de lições.

Embora a infância seja o começo de uma vida, é nela que se destaca os nossos traumas que depois vamos entender que podemos  nos curar ou não, tudo vai depender de como estamos no agora, de como recebemos as nossas memórias e como lidamos com ela, é sempre uma surpresa nos depararmos com a nossa criança interior e ter que nos curarmos de traumas e nos reconciliarmos com ela.

Seja na infância ou na maturidade a melhor fase sempre será no AGORA,  as nossas decisões se baseiam no que já sentimos, no que desejamos sentir depois de tudo, o tempo realmente não existe, estamos sempre vivendo a eternidade e quando aprendemos que a vida é contínua o medo se torna pequeno e encaramos a vida com mais leveza.

Alguns podem dizer com clareza que eu vivo sem ligar muito para algumas questões, talvez seja uma verdade, eu realmente me vejo cercada de novas possibilidades, posso ter me arrependido de muitas coisas, mas esperar sempre o melhor, é o que destaco em minha vida, deixar que a vida me leve para lugares onde o significado de tudo se encontre no amor, e apesar de todas as minhas falhas, eu ainda posso acreditar que meu próximo ato será melhor.

Podemos ser julgados por atitudes pequenas , grandes mas sempre nos julgamos de acordo com a perspectiva do agora, e nos confrontamos com os nossos próprios corações o tempo todo, somos nós os vilões e os heróis de nossas próprias vidas, então, o que nos importa em todos os momentos está em como nos encontramos no AGORA,  e o que vem depois, será o AGORA de amanhã... Viva o hoje, amanhã será um novo tempo...

A forma com que nos vimos no AGORA será a causa das nossas ações futuras, se hoje estamos maduros para compreender questões profundas, nos garante facilidade de lidarmos com outras questões sejam elas profundas ou não.

O EU, é essa luz chamada de consciência..


 


Hoje resolvi ouvir a voz do silêncio, me atrever a olhar profundamente para meu coração e ouvir o sussurro, esse som que grita quando o som do lado de fora se agiganta me impedindo de me ouvir e me silenciar.
Meu coração pulsa com leveza, me levando para um lugar seguro, é nesse lugar que meus sentimentos , pensamentos e emoções escolhem permanecer.
A lua que contemplo hoje me desliga do mundo barulhento, ouço mantras , me perco num grande espaço de tempo, é nesse instante que sinto o calor da minha própria luz.
A paz de estar presente. De tudo que já vivi, eu quero só um instante para permanecer em silêncio, contemplar o meu próprio contemplar.
Tudo que está acima de nós de alguma forma permanece em nós , é um mundo tão vasto que foge aos nossos olhos,   e se limita ao horizonte até que possamos seguir a diante sem a ansiedade de  chegar no ponto final.
Por um único segundo  percebi que nada volta senão pelo corrido pensamento, então eu me vi dando uma olhada no tempo em que só seria Eu com meu eu, e mais uma vez, o meu tempo  era apenas uma parte de mim, apenas eu poderia me ver sendo eu, nenhum outro personagem, nenhum pensamento intrusivo, era apenas eu dando uma olhada no meu eu.
Como é bom poder ter tempo comigo mesma sem as distrações do outro, sem querer estar na vida do outro porque eu precisava me fazer existir em alguém.
Ali , diante de mim mesma, eu pude me ver por inteiro, sem os atropelos , sem o tempo corrido.
Poder respirar leve, sentir o coração pulsando livre.
Surfando em estrelas, me aventurando em pensamentos profundos sobre o Universo e seus multiversos.
A alegria  de eu ser  a única a estar me sentindo assim, viajante no meu próprio eu.
Deixar entrar todas as coisas boas que carrego em mim, nesse  espaço tão pequeno que sou eu,
Será que o TODO cabe dentro de mim, ou sou eu que me atrevo a caber nele?
Acredito que somos parte de cada um, e eu vivo sendo eu, quando procuro tantos outros dentro de mim, eu só encontro flashes , pequenos pontos luminosos, são tantas pessoas que cabem em nós através de pensamentos de apego e afetos, então, diante de um universo de pensares , eu vejo que mesmo eu estando sozinha, no meu silêncio e aprecio por eu ser eu mesma, autêntica e simples, eu encontro tantas partes dentro de mim, e me convenço de que somos todos partes uns dos outros compartilhamos sentimentos e emoções, somos tão únicos e mesmo assim, temos em cada um de nós lembranças que nos conectam e nos formam , nos tornamos "Consciência", e a nossa individualidade sempre caminha com outras individualidades formamos assim, uma humanidade .
É estando diante de nós mesmos que somos capazes de criar empatia, é lidando com as nossas profundezas que compreendemos que ninguém permanece vazio ou parado, todos nós nos movimentamos e nos conectarmos, não há nada mais perfeito do que sabermos que embora sejamos únicos, estamos sempre proporcionando uns aos outros momentos únicos estando todos unidos dentro de nós mesmos..
Parece confuso a princípio, mas vendo bem de perto, a maioria de nós só percebe que dependemos uns dos outros quando em um instante reflexivo podemos olhar verdadeiramente do que é feito o Universo, do o amor dentro de uma grande Consciência divina, então, do que é feito o Universo?
Do amor, dessa linda e inexplicável porção de amor, e o que mais?
Não me importo com isso, porque nesse momento só penso em poder sentir todo esse amor dentro de mim, e para onde eu vou ?
Também não me importo com isso agora, já que amar é o que entendo que seja o existir.

domingo, 27 de setembro de 2026

Paulo Freire - A Pedagogia do oprimido - parte 2

 




A consciência expansiva nos leva a pensar no outro como um com o TODO, e quando pensamos como opressores, pensamos com habilidades de manipulação e quando pensamos enquanto oprimidos pensamos no pensamento liberto.
Falar sobre a pedagogia do oprimido é estar ciente do nosso papel no mundo, de onde nós encontramos dentro dele.
Admitir que em algum momento fomos os "opressores" e nos colocamos em nosso lugar no momento atual é estarmos conscientes da nossa condição, e como somos agora? Aonde nos encontramos no mundo nesse agora?
Imaginemos um mundo em que existe uma consciência maior de nós mesmos e descobrimos que somos parte de um processo evolutivo dentro da humanidade.
Enquanto o opressor tira a humanidade do oprimido, o próprio oprimido precisa ser consciente do papel onde ele se encontra, essa consciência de classe é extremamente importante para as nossas ações dentro dessa sociedade.
Só buscamos liberdade de sermos quando nos demos conta da falta de liberdade que temos, enquanto isso o opressor se beneficia da nossa falta de consciência.
Estarmos conscientes é um estágio da nossa ação de internalizar a nossa ação revolucionária, quer dizer, mudamos a nossa realidade, não apenas por nós mesmos, mas por todos nós.
A falta de consciência nos leva à uma dependência emocional que temos com o opressor, há uma propaganda monstruosa para permanecermos na condição de oprimido, porque o opressor sempre se beneficia com nossa ignorância.
A sociedade só evoluí quando o oprimido se torna consciente e busca não só a liberdade mas a consciência dos outros oprimidos, portanto, a ignorância continua sendo uma vantagem para o opressor.
Toda a sociedade evoluí quando o oprimido se torna consciente e luta por sua liberdade, por uma evolução dentro dessa sociedade, logo, a sociedade evoluí quando há lutas para tais , e quando os oprimidos ganham liberdade de serem quem são, a liberdade de pensar por si, de fato altera a realidade, e proporciona uma mudança sistemática.
Quando falamos na pedagogia do oprimido estamos falando sobre essa dinâmica, essas linguagens da sociedade e da vontade de mudanças severas.
Nunca podemos nos atrever a permanecermos na ignorância, já que a ignorância alimenta o opressor e a mudança deixa existir.
A educação bancária nos fizeram pessoas sem questionamentos, portanto, a educação no tempo de ditadura militar no Brasil abraçou uma educação em que se baseia o acúmulo de disciplina sem nenhuma consciência, não era uma educação crítica, a interpretação da realidade se baseava em como queriam que nos fossem ensinados, sem estímulo às críticas ou mesmo numa outra perspectiva, para ser mais didática, a educação era como educar um rebanho.
A educação é afetiva, e numa educação bancária, mata-se a crítica e desumaniza o educando, perde-se a consciência enquanto ser humano em desenvolvimento, é um adestramento nada mais.
Embora tenhamos a consciência de que terceirizar a educação familiar não é uma ação solidária, a nossa consciência de educador admite que a educação se trata de uma ação de coletividade, não há educação sem afeto e sem a possibilidade de uma humanização na educação, portanto, a educação é bem mais do que o ensino da disciplina, há uma comunhão de conhecimentos acadêmico e o conhecimento moral e cívico.
Paulo Freire foi exilado por ensinar , por compartilhar o que existia em seu coração enquanto educador e pensador.
Ensinar a pensar para alguns é uma arma nas mãos de um revolucionário.
E por quê não ensinar a pensar crítico?
A ignorância é uma arma dos opressores, é fácil manipular um rebanho, quando este não pensa e não reflete sobre as questões subliminares.
A capacidade de entender o que se passa dentro de nós está intimamente ligado à nossa capacidade de introspecção, viver exclusivamente para o olhar  da sociedade sob nós nos impede de nos percebermos sobre o que pensamos sobre está mesma sociedade da qual queremos pertencer, mas será que a nossa contribuição pessoal para construção dessa sociedade se trata apenas de mantê-la economicamente ativa?
Trata-se da nossa percepção sobre o nosso papel enquanto seres humanos, portanto desumanizar o outro é um ato cruel para nós mantermos no topo da pirâmide social.
A consciência de classe nos trás a nossa posição real , assim deixamos de alimentar a opressão e nos tratar como seres humanos que vivem numa sociedade para o bem da coletividade.
Ser uma pessoa solidária é estar ciente de nossa missão humana , sem os holofotes somos quem somos.
A educação é afetiva , ela permanece sendo assim mesmo que se caracteriza como uma educação bancária, já que aprendemos por meio de sensações, emoções e sentimos nesse processo de aprendizagem, por isso, na educação infantil devemos ser sempre conscientes de todas as nossas ações e entender as diferenças entre uns e outros durante esse mesmo processo , quando ensinamos somos íntimos do educando.
Há transferência de saberes, por essa razão que a educação crítica é importante para a construção de uma sociedade saudável e consciente.
Nós construímos a infância da criança, nós a educamos em conformidade com as nossas percepções, portanto, uma criança se torna preconceituosa, ela se torna racista, ela se torna insensível ao quê a deixamos insensível, daí a importância de sermos coerentes e bons , o nosso exemplo é o aspecto crucial de nossa educação.
Paulo Freire foi exilado por ensinar a pensar, e quantos de nós refletimos sobre quem somos e como contribuímos com o mundo que nos cercam? Muitos de nós!!!
A partir do momento que a nossa visão de mundo se expande, a nossa consciência se torna coletiva e fazemos o bem sem holofotes mas em concordância com a nossa própria consciência.
A busca por conhecimento nos torna mais alertas e despertos , mas lembremos que o despertar não é um despertar sob o olhar divino mas sob o nosso  próprio olhar, afinal, enxergamos conforme a nossa capacidade de discernimento e não pela vontade do outro sobre o nosso olhar, o conhecimento se torna pessoal, porque é individual, há sim uma sincronicidade mas parte de um para o todo, não há como ser todos sem a união dos demais, há similaridades e isso nos unem, caso não haja estaríamos sós, nos unimos pela familiaridade, estamos juntos e misturados mas em nossas frequências que nos unem .
Sempre nos aliamos com os nossos iguais, por isso não existe neutralidade na educação, todo ato educacional é um ato político.
Tudo tem polaridade, tudo é duo, portanto, não há como ser neutro, só o amor é neutro, porque é a única energia que nos mantém em igualdade.
As leis universais nos colocam em igualdade, porque sendo leis, todos estão conectados através delas, mesmo não concordemos com elas em algum momento, ainda sim, elas existem para o equilíbrio.

domingo, 20 de setembro de 2026

Um céu de estrelas - Palestina livre !!!

 


 







Uma palavra diz tudo...

O amor que tenho dentro de mim, eu divido com você.

E as crianças mortas, elas não dizem nada agora.

Deitadas em chãos frios.

Elas morrem no calor de guerras de pessoas frias.

Quem quer calar agora?

Bolas mentirosas explodem nas mãos pequenas de seres que queriam viver um pouco mais.

Pais sem filhos, sem suas crianças agora estão estendidas no chão.

Explodidas nos olhos alegres de quem não conhece a dor da partida violenta de uma guerra em Gaza.

Partiu meu coração em mil pedaços .

Para dividir com que merece saber sobre as verdades de corações.

O amor me divide em milhares de mães chorosas.

Gratuitamente massacradas.

Silenciadas por mídias que escondem as dores alheias.

Um dia , um sol sereno e alto.

Cruzará o nosso céu.

Unirá todas as nações.

Celebrando a vida .

Mas as crianças palestinas mortas.

Estarão estendidas dentro de nós.

Nos lembrando do quanto nos custa amar.

No meu coração calejados de outras dores.

Eu guardo dentro de mim, um lugar para todas elas.

Lá estarão elas, no meu céu de lembranças.

Meu céu de estrelas palestinas, juntando com outras milhões africanas, brasileiras.

De todas as nacionalidades.

Estas mortas por mãos grandes da indiferença.

Talvez elas só nos tenham ensinado a amá-las.

E tocar com todas as cores de bandeiras.

A ideia de paz.