sexta-feira, 24 de julho de 2026

A vida além da morte!!!

 


 



As mudanças são necessárias para criarmos novas possibilidades.

Quando deixamos que o nosso coração fale, deixamos que a nossa intuição fale.

O mundo é como um caminho, e a vida é esse caminhar.

O que queremos levar para o "além"?

Somos tudo que carregamos em nossos pensamentos, se nos apegamos à coisas materiais , elas nos arrastam, no aprisiona na matéria densa, porque  são coisas materiais, é a lógica, portanto, nosso espírito carrega para si, o que considera importante.

Quando sentimos raiva, levamos conosco a mesma raiva, quando sentimos amor, sempre estaremos vivendo esse amor, porque somos tudo que estamos dentro do coração.

Levar para o "além", é o que popularmente dizemos sobre o além da vida, ou o que vem depois da morte.

Não adianta, podemos ser princesas, reis e rainhas, por aqui, mas lá do outro lado, não existe privilégios, há vibração.

Enquanto no mundo material vivemos juntos e misturados, no plano espiritual, estamos divididos por vibração, então, aonde seu coração, vibra, ali estará, não há negociação, há leis kármicas, que nada mais é do que a lei de ação e reação.

Uma pessoa que foi uma celebridade aqui, com suas vidas luxuosas, dependendo de sua vibração, teores se seus pensamentos e ações, lá do outro lado, não será considerado uma celebridade, será quem realmente é em seu íntimo, por mais que consideramos uma celebridade aqui, lá não passa de um espírito a mais no plano espiritual, e o trabalho espiritual continua, não se engane com descanso eterno, esse "descanso eterno" não existe no plano espiritual, não existem raças inferiores, não existem territórios, nacionalidades, apenas o que nos limitam é puramente vibracional, logo, se quer uma "vida eterna" boa e em paz, trabalhe seu espírito, porque a história depois da morte física é diferente.

Algumas obras sobre a vida além da morte podem ajudar a lidarmos com a morte e para o além dela, seja livros psicografados, que são milhares desde romances, obras de estudos de Allan Kardec, entre outros autores que possam no ajudar a entender o que se passa com a verdadeira vida além da matéria, como as próprias obras de Chico Xavier ditadas por André Luiz e o mesmo Emmanuel , enfim, não nos faltam literatura sobre temas de espiritualidade, até mesmo as obras budistas, hindus, e obras milenares como a Tabua de esmeraldas, e outros conhecimentos sobre hermetismo, ocultismo, entre outros como neurociência, tudo é material de enriquecimento e principalmente sobre a importância do autoconhecimento.

Como trabalho com  mediunidade, me presto a estudar todas as filosofias para meu próprio aperfeiçoamento, não é vergonhoso ser quem é, assumir a nossa identidade, o que é ruim é não se reconhecer como aprendiz do mundo e buscador de si mesmo, só poderemos mudar o nosso mundo quando mudamos a nós mesmos e ensinamos as nossas crianças a se amarem sempre.

O que alguns chamam de "loucos" por aqui, acredite, no plano espiritual, nem sempre é tão louco como imaginam, não digo "loucura" em nossa patologia, mas àqueles que aqui são considerados diferentes, ou mesmos fora da caixinha, para ser mais exata, numa outra órbita de conhecimento, são os que se preocupam com o autoconhecimento, com sua evolução moral, espiritual, uma pessoa que se desvia um pouco da filosofia cruel do capitalismo, não se prende aos bens materiais e sim com o que sente, com suas atitudes nobres, essas pessoas são na verdade, trabalhadores da luz, esses que se preocupam com a evolução do planeta, querem ver mudanças no mundo porque acreditam que o bem é cuidar uns dos outros, essas pessoas de fato são pessoas especiais.

Quando mudamos intimamente, quando fazemos uma reforma íntima, estamos nos preparando para vivenciarmos o verdadeiro amor, a plenitude de sermos humanos, é preciso olhar sempre para dentro de nós, nos corrigirmos quando julgamos necessário, quando pensamos assim, erramos menos, os nossos erros não nos escandalizam mais.

Ao olharmos para a natureza deixamos esse amor divino tocar em nós, aprendemos com os pequenos seres o valor da perseguição ao bem, a organização interna, a paz que desejamos está sempre em concordância com a nossa paz interior.

Há seres da natureza, sim, esses seres místicos, que nos abraçam com brandura, esses mesmos que nos conectamos quando percebemos a pureza e a beleza desses pequenos trabalhadores da natureza.

Os nossos centros energéticos correspondem às nossas emoções, e se queremos alcançarmos a consciência , a expansão dessa consciência, devemos buscar o nosso EU SUPERIOR.

Falar sobre espiritualidade pode parecer confuso para alguns que não procuram viver suas vidas com mais leveza, mas para alguns que estão buscando maior conexão, estão sempre dispostos a aprender, é primordial para alcance da plenitude do espírito, adquirimos mais paciência, mais humildade, reconhecemos o perdão como parte de nosso processo de aprimoramento, todas as virtudes que nos fazem sermos mais íntimos do TODO.

Mudanças são necessárias, são importantes e benéficas quando estamos dispostos a vivenciar o que estamos destinados a viver.

Fazer meditação, yoga, uma pequena conversa através de oração, de uma boa ação, tudo isso nos conectam com a Consciência Superior, existe um alívio mental, uma saúde que nos diferenciam dos demais, e quando a doença vem, ela é apenas uma ferramenta para a autoiluminação.

Aprendemos com a vida e nossa maior alegria não está em termos algo material, mas algo que existe de melhor dentro de nós.

O dinheiro não é algo ruim, pode nos proporcionar grandes alegrias, ajudar as pessoas em seus diversos níveis, mas acredito que nunca deva estar acima da paz interior e nem deva ser a razão da morte de alguém e nem o desvio de conduta de alguém, afinal, depois daqui, ele não tem nenhuma importância, então, façamos do dinheiro, um instrumento de melhoria material para nossa vivência por aqui.

Exercício do espelho!!

 




Quando vamos entender que somos mais do que parecemos parecer?

Quando nos olhamos no espelhos nos vemos e essa imagem pode mudar o seu jeito de se ver.

Se olhar para um espelho e se elogiar, verá o quanto a sua autoimagem muda, porque na nossa mente o que pensamos sobre nós mesmos é mais importante sobre quem os ouros pensam sobre nós mesmos, por isso que quando não concordamos com o que os outros dizem sobre nós, não levamos em consideração e deixamos para lá.

Um exercício básico que Elza Soares me ensinou, a nossa imagem no espelho é mais do que uma imagem, é um dispositivo mental capaz de mudar a nossa mente, porque o que pensamos sobre nós mesmos é sim um mecanismo de defesa, e quando procuramos melhorarmos , aí sim, a mudança é inevitável.

As nossas atitudes mentais são como alimentos, por isso a meditação , a yoga , ou simplesmente uma corrida faz com que rejuvenescemos , porque a nossa maneira de nos vermos e de nos cuidarmos faz diferença no nosso dia a dia.

O nosso autocuidado não é um simples  exercício de vaidade, não é um sinal de egoísmo, mas de cuidado com a nossa saúde mental, mas acredite, nem sempre se ver acima dos outros, é um sinal de autocuidado, às vezes, é arrogância mesmo, o equilíbrio é um sinal de saúde de humildade, pessoas humildes aparentemente parecem mais jovens e mais felizes, porque o rejuvenescimento não é algo físico, é algo de alma.

As células nos ouvem, elas fazem parte de nossa composição, do nosso universo interno, ao nosso comando , elas se rejuvenescem, se tornam mais ágeis.

Faça o teste, olhe para si mesmo e se prepare para as mudanças, quando você é sincero consigo mesmo, quando se conecta com a sua essência, a aparência não vai ser um fator importante para você, olhe para suas próprias sombras, se entende como um ser em evolução, não acertamos sempre mas estamos dispostas a evoluir moralmente, isso não significa ser conservador, é aceitar a diferença do outro e respeitar essas diferenças, esse conservadorismo não é coisa política, é sobre permanecer nas crenças limitantes e permanecer com seus preconceitos e permanecer neles.

A moral não é como ética, são dois conceitos diferentes.

Quando evoluímos espiritualmente , evoluímos como seres humanos, aprendemos a ter um respeito maior com os nossos irmãos ainda em desenvolvimento, entendemos que cada um tem sua vibração, as suas próprias divergências íntimas, cada qual na sua vivência.

Aprendemos uns com os outros, devemos ter a humildade de compreender a mecânica do mundo, criticar o outro pelo que são, não é exercer a liberdade de expressão, é falar sobre si mesmo através da crítica, conhecemos os outros, através de suas críticas, de seus pensamentos, atitudes e suas reações diante das diversidades.

A autocrítica nos moldam para alcançarmos uma mudança, nós temos um universo interior, portanto, podemos nos vermos e mudar o que consideramos necessário.

Quando nos olhamos no espelho precisamos nos entendermos, nos conectar com quem somos, para de fato percebermos as nossas mudanças físicas, porque as nossas células respondem aos nossos pensamentos.

O nosso corpo físico corresponde ao que somos , o corpo fala, o corpo responde, um exemplo simples : A nossa pele responde as nossas ansiedades, a depressão, falta de vontade , quando nós estamos presos a sentimentos que não nos fazem evoluir, atrapalha os órgãos excretores, tudo está conectado.

Olharmos no espelho é um exercício de autoafirmação, se veja, se ame e se cuide...

Diga diante do espelho o quanto se ama.

O quanto está crescendo.

Veja diante de si, a imagem real.

Veja o quanto está melhorando.

Se veja como quer ser visto.

E tudo vai mudar...

Agradeça as suas marcas de expressão, as suas cicatrizes e o quanto cresceu com elas.

O quanto é especial.

O espelho é mágico.

Ele sempre diz o que somos com suas verdades.

Espelho não mente.

Espelho é o nosso ser em potencial.

Somos o que vemos, o que percebemos.

Quando dizemos a nós mesmos coisas positivas, nós alcançamos a alegria.

A boa vontade e autoestima.

Nos vermos com as sombras que temos, estamos sim, notando que precisamos mudar .

Mudança é colocar a vida em movimento.

Vamos nos olhar no espelho e esperar sempre o melhor!!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Conto :A menina ruiva e a casa amarela!!!

 

 



Ela era só uma menina que nasceu num dia ensolarado, o dia estava tão quente que a mãe da menina precisou abrir as portas e janelas à noite para sentir a brisa que atravessava a janela persiana e a porta de madeira, feita com ipê amarelo, que seu pai construiu para dar um charme.

A casa amarela da rua dos  Berilos número um, a rua era de pedras negras, numa rua sem saída, e nela havia apenas três casas, a da menina, a casa da sua tia Maria e a casa de outro menino que era apenas três meses mais velho que ela e se chamava Joaquim.
A casa da menina que nasceu em março era amarela com as portas e janelas de madeira, na medida que a menina foi crescendo ela foi criando vida na casa que antes haviam apenas o casal e um cachorro que aparecia de vez em quando para comer a ração que o casal colocava na porta, com um "tiquinho" de água.
A menina cresceu um pouquinho , a ruivinha andava cambaleando, seus pais tentavam segurá-la, mas ela  era uma menina que nasceu para correr nos jardins do seu paraíso, que era a sua casa amarela, os quartos  eram enormes, tinham quadros de Tarsila, Portinari, e é claro, os desenhos impressionistas da menina, na sala de estar e ainda  tinha  o sofá  com uma colcha azul cobrindo até os pés, também de madeira, que seu pai construiu, na verdade a casa não era tão grande assim, mas para a menina, era uma casa enorme.

Havia uma cortina na sala, na altura da janela , bordada pela avó que morreu um pouco antes da menina nascer, a senhorinha que  morreu aos cento e quatro anos ,também tinha o mesmo nome da menina ,Juliana.

A cortina era branca e  tinha pequenas linhas que a menina arteira desfiou, mas mesmo com o furo, a cortina balançava fazendo a menina rir, sempre encima do sofá, encostado na parede , rente à  janela , os olhos da garotinha brilhavam ao ver os pequenos passarinhos posando num ipê amarelo que coloria o chão de pedras negras da rua, as flores faziam um tapete amarelo, e Juliana impedia todos de pisarem no tapete de flores, a sua teimosia fazia  com que os vizinhos se acostumaram em não pisarem na calçada da casa amarela.
Custou alguns anos para a menina aprender que aquele paraíso dividiria sua atenção com a escola, que ela gostava, mas  não mais do que sua casa amarela.
O tempo passou tão rápido que aos sete anos de idade , os seus cabelos alaranjados chamavam bastante atenção de seus vizinhos, que ela apenas olhava com "rabo de olho", ela não era tímida, e nem tão expansiva, ela apenas sorria para quem ela desejava, e não era muita gente.

Depois dos sete anos , a menina ruiva chamada Juliana cismou de usar uma bota de lona, ela não tirava a bota do pé, que combinava com as cores da sua casa, era um amarelo tão vivo , que ela começou a ser apelidada de “ menina ruiva da bota amarela”.
Na escola, era a menina ruiva da bota amarela , gostava de falar sobre as estrelas, se deixasse ela falava durante horas do mesmo assunto, e não era qualquer assunto, era sempre sobre estrelas, os planetas e as nebulosas, ela amava tanto as nebulosas que nas aulas de arte, eram as estrelas com suas nuvens multicores que chamavam a atenção.
Um dia na escola, seus desenhos ganharam um concurso, o prêmio seria um dia inteiro no parque, mas acredite, ela não quis ir, preferiu ir para sua casa amarela e brincar com fadas, gnomos e duendes no seu jardim mágico com suas flores falantes e um cachorro que aparecia de vez em quando.
Ela poderia parecer uma menina bem esquisita, mas na verdade era só mais uma menina no mundo que queria aprender mais sobre o Universo e que se encantava com a natureza e seus mundos .
Seus vizinhos também cresceram com ela, quando a sua tia Maria morreu, ela viveu seu luto, chorou tanto que seus olhos ficaram miúdos, ela deixava flores na  janela da casa da tia Maria, se sentia arrependida de impedir a tia Maria pisar no tapete amarelo em frente  sua casa, Joaquim aprendeu com ela que não podia só ficar assistindo TV e jogar futebol, então, ela o ensinou a brincar de giz de cera, piquenique e subir em árvores em seu quintal enorme.
Os dois passavam mais tempo juntos, e agora, era uma menina ruiva da bota amarela e um menino que jurava que ia se tornar astronauta, eles se tornaram amigos e ele passou a fazer pequenos filmes  de suas aventuras no quintal da casa amarela, eram tão amigos que cismaram que eram almas gêmeas, a amizade foi crescendo, crescendo.

Quando se tornaram adolescentes, as brincadeiras mudaram, e a casa mudou junto, seu pai queria mudar a casa de cor, Juliana o convenceu de que amarelo era a cor do sol, e não era apropriado mudar a identidade da casa, novamente o amarelo da casa se confundiu com as flores do ipê.
O tempo passou outra vez muito rápido, e como o tempo é sempre imprevisível, ela cresceu tanto que a casa ficou pequena, as paredes mudaram de cor, ficou um amarelo desbotado, as janelas e portas, o sofá e os quadros, não desapareceram, mas ficaram mais velhos , iguais a menina, que já não era uma menina. Ela tinha vinte seis anos quando se mudou de cidade para fazer faculdade, ela seria uma enfermeira, queria curar o mundo, ela dizia que o mundo precisava de pessoas que sabiam cuidar de pessoas.
Joaquim se tornou um astrônomo de verdade, aparece de vez em quando, Juliana voltou a morar na casa amarela, na rua dos Berilos número um...
Sabe, às vezes não precisamos mudar de casa para ser feliz, a gente só precisa crescer um pouco para experimentar morar em  outras casas amarelas .Há casas de todas as cores, com todas as formas possíveis... A casa amarela é como um coração, que guarda memórias da nossa infância, dos sonhos que queremos alcançar.
A casa é  um lugar  onde povoam sonhos, esperanças , às vezes lágrimas e sorrisos, é onde estamos sempre indo e voltando...
Juliana cresceu e nunca esqueceu da sua casinha amarela, onde ela aprendeu que crescer faz parte da vida, que a velhice é só mais uma parte do caminho.
Seus pais deixaram a casa , se mudaram para as estrelas, aonde ela viaja de vez em quando, cultiva ainda a saudade da sua infância, do seu amigo Joaquim, das pedras da rua, que já não são as mesmas, dos  outros vizinhos que nunca se mudaram, só o Joaquim.

Seguir em frente!!!



É verdade, quando será que seremos sinceros ao ponto de perdermos todas as máscaras, de deixarmos de nos vermos como queremos, para enxergarmos quem somos de verdade .
A razão, passa a ser uma meta, e tudo que conhecemos como verdade, deixa pistas sobre quem somos.
Quando vamos deixar de impedir nosso crescimento?
Quando será o momento de abrirmos o nosso coração e passarmos a nos amar com tudo que tem dentro de nós?
A grande verdade é que tentamos sermos bons o tempo todo, tentando alcançar o que gostaríamos de ser.
Nós somos seres humanos, e tentamos alcançar a humanidade como inteiros, mas não estamos inteiros, estamos pela metade, acreditamos sermos inteligentes, acreditamos sermos bons, porque desejamos sermos tudo isso.
Queremos fazer o bem o tempo todo, mas nem sempre somos tudo que esperamos ser, a nossa expectativa é alta, mas será que podemos alcançar essa expectativa?
Eu não sei dizer, porque sempre acreditei no impossível, o Universo é tão imenso, e quando temos vontade , tudo se torna possível.
Eu quero ser uma pessoa melhor, com todo o meu coração, mas está sendo uma tarefa árdua, porque nem sempre o nosso coração está cheio de virtudes que ultrapassam as nossas sombras, eu quero muito me tornar a estrela , e vou tentar, porque dentro de nós a esperança não pode nos abandonar.
É preciso ter força, para superar as nossas sombras, e é mais fácil falhar, desistir no meio do caminho, porque nunca será fácil, é preciso um esforço enorme...
Eu sei que dentro de tudo que habita em mim, há uma força a ser alcançada, no fundo do meu coração, há uma vontade, e vou seguir sozinha, porque foram as minhas escolhas que me deixaram onde estou. 

A humildade - Somos humildes ???





Um dia acaba assim, num fechar de olhos para reacender no dia seguinte.

Todos os dias parecem estacionados quando se perde a esperança, mas um dia, o que era para ser um dia comum , a vida resolve nos surpreender, e como um passe de mágica, tudo muda.
Em Minas Gerais, conversar significa "prosa", esse ato de dizer muito, dizer tudo e ainda ficar com a conversa na nossa cabeça como um dicionário de vinil arranhado, a vida resolveu "prosear" comigo e me trouxe uma palavra que nos coloca no nosso lugar, essa palavra é humildade....eu gosto muito dela porque ela é uma palavra de aconchego, ela tem cheiro de café, pão de queijo e um bolo de milho, me lembra quando meus pais estão por perto, porque me faz lembrar de pessoas amorosas e com a  simplicidade envolvendo o coração e as palavras, assim como filhos que dialogam com a generosidade, no fim das contas, a humildade é uma palavra " familiar", é nesse ambiente familiar que encontro as minhas maiores lições, é como o despertar para pensamentos mais profundos, longe do que é superficial.
"Prosas" superficiais não nos ensinam, nos distraem do que realmente nos importam, um dia eu me encontrava assim , pensativa, e mergulhada nas minhas reflexões, me veio um grilo saltitante e ficou parado, numa folha de uma pequena mangueira que eu tenho num vaso, que não chega a medir um metro, ele estava parado e eu supersticiosa, me senti grata, afinal, grilos representam boa sorte, pensei o quanto a vida é bela em todas as suas dimensões, e longe do que eu queria estar , me aprofundei nas minhas indagações íntimas, no quanto eu preciso mudar e me aperfeiçoar, deixar algumas coisas para trás e seguir em frente.
Então, me lembrei de uma conversa que eu tive com uma pessoa há muito tempo atrás, foi uma conversa tão humilhante, me senti tão mal, me resumi num bichinho ainda menor que aquele grilo, mas como aquela conversa foi reveladora apesar do que eu me senti naquela época.
Me vi tão pequena e foi por um motivo tão mesquinho... Me senti mal por ser "pobre", sim, por não ter muito dinheiro, é exatamente isso. Hoje mais madura e mais espiritualizada, mesmo tendo consciência do meu caminho longo para se tornar alguém melhor, vejo que àquela conversa me trouxe um aprendizado gigantesco... Como somos de verdade, quem somos essencialmente?
Eu percebi que a humildade é um atributo nobre,  pensei nas crianças com fome, pensei nos orfanatos, casas abrigos, pensei em moradores de rua, pensei em tantas circunstâncias, em tantas fases difíceis que passamos no dia a dia, e quando penso em humildade, penso em pessoas com corações gigantes, em generosidade amorosa.
As palavras ditas com desprezo, são palavras violentas, que ferem a alma e não um corpo frágil, humildade é atributo de anjos, seres celestiais que nos envolvem com seu amor puro e cheio de esperança, portanto, humildade requer desprendimento e um amor fraternal, digno de deuses, no momento em que me desprendo desses pensamentos em que me fizeram sentir humilhada, eu me senti abraçada por esses seres alados que me aconchegam com bons pensamentos e gratidão, e àquele que me fez sentir tantas emoções de impotência, se foi....passou a ser memória...
Todos os dias nos deparamos com pensamentos que não nos ajudam em nosso aprimoramento, algumas vezes estamos tão mergulhados na matéria densa que nos esquecemos de quem somos, e quando meditamos , nos encontramos e nos voltamos ao que realmente nos tornam humanos.
A humildade é atributo de pessoas generosas, amorosas e desprendida de qualquer sentimento de posse e de poder vindos de matéria.
Fechemos os olhos para coisas que não nos fazem bem, deixemos pessoas rasas com suas projeções mentais deletérias e caminhemos para algo que ilumine nosso espírito!!!
As boas coisas sempre partem de pessoas que conhecem as dores da alma, as meninices de corações ainda em desenvolvimento.
O amor não tem lugar fixo, ele povoa apenas aonde damos lugar.
Está nas coisas tão simples que podemos sentir na brisa, no horizonte, nas águas que percorrem o mundo e nos trás as boas memórias, nas chuvas que caem, é que as coisas boas só aparecem para aqueles que buscam o que conforta o coração...
A beleza pura é vista através do coração, e o que nos trazem paz, é o que realmente povoa o coração, então, a paz sempre vai existir em pessoas amorosas, humildes e com o coração cheio de esperança e fé.
O dinheiro pode sim trazer todo o conforto que merecemos, e podemos dividir, multiplicar, trazer saúde e muita alegria quando este é pensado com amor... Espero que o mundo sobreviva às lutas de poder, de todo tipo de violência, e acima de qualquer coisa, que o mundo viva com mais amor.
E para àqueles que acreditam ser melhores porque tem mais dinheiro, eu desejo paz!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Experiências espirituais!!!

 




 Quando falamos sobre experiências espirituais, pensamos logo em coisas extraordinárias, mas vai bem além do que conhecemos , vamos usar um conceito já conhecido, como experiências que envolvem uma conexão com o que chamamos de imaterial.

Não há receitas mágicas, embora tenha um ritual específico para cada um, a receita é simples: " é ser humano".

Nós passamos tanto tempo fazendo conexões uns com os outros pela necessidade humana, por um ato de convivência e melhoramento pessoal, mas é preciso ir bem mais fundo , é preciso um momentos de introspecção, estarmos profundamente mergulhados em nós mesmos.

As nossas experiências espirituais dialogam com o que pensamos, sentimos, são essas energias que moram dentro de nós que indicam como é a nossa essência, e por sermos seres atômicos que tudo que vivemos intimamente nos conectam com tudo que nos fazem sentir, o que sentimos além da matéria faz parte dessas experiências espirituais, são desde intuições, as experiências através da meditação e yoga, as muitas formas de sensações extracorpóreas, sonhos lúcidos, tudo que envolvem o nosso EU, as nossas experiências espirituais são as nossas vivências além da matéria.

Nas minhas inúmeras experiências espirituais que já vivenciei, não há como numerá-las , mas todas elas diz sempre como eu sou, todos nós somos suscetíveis às experiências espirituais, porque somos todos seres que dialogam com nossos sentidos que comungam entre si, todas as sensações são apenas parte de quem somos.

Podemos experenciar momentos extraordinários quando estamos conectados com o que vali além de nosso campo de visão, já tive experiências desde viagens astrais, comunicações e muitas vezes pude perceber que cada uma delas me trouxe um aprendizado diferente.

Todos nós sentimos na pele o que a nossa alma anseia, o que somos em termos mentais se expressa em nossas experiências espirituais, cada um em sua frequência.

Quanto mais aprendemos através das nossas vivências ou mesmo estudos dentro de uma área de pesquisa, podemos experienciar tais experiências espirituais.

Quem nunca sentiu uma agonia estranha e quando deu por si, algo aconteceu que explicasse tal sensação?

Qual mãe não sentiu intuições sobre filhos e familiares.

Tudo isso faz parte das nossas diversas experiências espirituais, durante a meditação e a yoga podemos sentir esse estado transcendental, porque a nossa mente é capaz de nos levar a tais experiências, pois é o desenvolvimento da consciência,  e podemos desenvolvê-la praticando meditação, reprogramação mental, em desdobramentos, tudo é válido para que possamos vivenciar as nossas experiências espirituais em suas diversas formas.

As grandes filosofias que nos ajudam nesse desenvolvimento vai desde as tradições védicas às reuniões mediúnicas, todas são válidas para alcançarmos o objetivo de atingirmos a plenitude , a paz , o estado de nirvana, todos os estudos nos levam para o mesmo fim, a autoiluminação.

E toda e qualquer capacidade de aprofundarmos em nós mesmos nos ajuda no equilíbrio do desenvolvimento e equilíbrio de nossos cackras, que nada mais que centros energéticos, que alinhados nos mantém equilibrados e saudáveis.

O uso de frequências para alinhar, para nos mantermos conectados e nos ajudam a desacelerar o sistema nervoso, reduzir o cortisol e a ansiedade, além de ajudar na qualidade do sono e a descalcificação da glândula pineal. 

Tudo que somos é apenas parte desse Universo de possibilidades, pertencemos a esse TODO , somos seres em processo de evolução.

Quanto mais olhamos para dentro de nós, mais vemos os outros dentro de nós, ajudar uns aos outros nessa evolução nos ajuda a entrarmos num sentimento verdadeiro de amor.

O amor é ápice da nossa evolução, é a razão de tudo que existe, é a força da vida que ilumina e nos fazem nos sentir pertencentes ao TODO.

Literatura infantil - " Um dia de fada" livros que ajudam na psicanálise...

 





As palavras são mágicas, nos dão a possibilidade de transformar, de transmutar todas as energias.

A literatura é a mágica que usamos para transformar as vidas, Gilberto Gil diz com muita propriedade que o primeiro a mudar a partir da literatura, é o próprio autor, quer dizer, a transferência que fazemos ao escrever é inevitável.

Num estudo sobre literatura infantil podemos perceber a crescente produção literária no Brasil e com muita alegria já que Monteiro Lobato liderou a literatura infantil por muitos anos.

Os autores brasileiros têm uma diversidade de temas, de ilustradores que nos felicita com tanta criatividade, mas devemos ficar atentos ao que escrevemos às nossas crianças.

Num mundo digital, quem escreve livros físicos têm uma dificuldade gigantesca, é preciso além de persistência, é preciso se integrar as muitas possibilidades, infelizmente a IA também invadiu a produção de livros, basta uma hora, e está pronto um livro a partir de uma ideia.

"Um dia de fada" é um livro infantil que retrata a violência doméstica com suavidade, porque está mostrando através de uma atitude severa de um personagem que agridem duas personalidades femininas além de uma violência sobre si mesmo, a partir do momento que há uma avaliação interna sobre seus atos ,há uma autodepreciação, que é uma violência a si mesmo, quando analisamos a história percebemos essas três formas de violência podemos então, discutir sobre elas de forma entender a própria natureza humana.

Quando a violência é naturalizada deixamos de percebê-la e então criticar e neutralizá-la, a naturalidade da violência começa desde a infância através de atos que são simples e muitas vezes imperceptíveis, desde a crítica do físico, de palavras e até a na correção de uma atitude que julgamos errada.

É na educação familiar que detectamos ações de racismo, homofobia , machismo, xenofobia, cada palavra dita se torna destrutiva e replicada no momento que é dita, pensada e pela omissão, a naturalidade se integra a educação.

Nas escolas podemos sentir essa educação , e é com esse olhar crítico que devemos orientar e educar além das crianças que estão inseridas nas escolas , também os familiares que propagam atos que devemos por valores morais detectar e repreender.

A violência doméstica retratada no livro 'Um dia de fada" é propositalmente inserida na história com a finalidade de percebermos a sutilidade de tais violências e suas reações nocivas às nossas crianças, e através da mediação da história detectar através dessa leitura estimular uma autoanálise, e a explanação dessa problemática vivida pela criança.

Durante a mediação, ou simplesmente na contação de história, nós podemos induzir à reflexão e ajudar na resolução , ou seja, trabalhar o tema através da literatura infantil é ajudar a construir uma solução ou mesmo o diagnóstico , que dificilmente é percebida através de uma conversa com uma criança que está sendo vítima de uma violência doméstica.

A naturalidade da qual a criança se expressa numa conversa informal durante ao "acolhimento" em sua rotina escolar, é percebida pelos profissionais da educação que ajudam não só no diagnóstico mas também na resolução.

A literatura infantil é uma fonte inesgotável de aprendizado, na história da humanidade a contação de histórias fora usado sempre na educação, grandes nomes da filosofia, das religiões usaram de fábulas, parábolas para educar a humanidade, portanto, o uso da literatura para divulgar pensamentos e ensinamentos e mesmo a cura através da psicanálise, logo, a arte em suas diversas manifestações fazem parte de um compêndio de possibilidade de perpetuar e divulgar pensamentos.

O uso de histórias na psicanálise não é antiga, porque ajudam na imersão , porque os pacientes expressão seus conflitos inconscientes através de narrativas, sendo 'Um dia de fada" um material literário importante na psicanálise, trazendo um avanço no tratamento de traumas e alívio na vida desses que buscam a cura e uma paz mental.

Uma criança que foi vítimas de abusos, ela está presa ao seu trauma e as histórias ajudam na aproximação dessas narrativas para sua vivência, mesmo que simbolicamente, as histórias nos aproximam de nossas verdades internas, o alívio emocional, proporciona um entendimento para tal avanço emocional porque uma mente sadia prospera. 

Quando se fala em literatura falamos também sobre o desenvolvimento moral da civilização, da história da humanidade, esse material gigantesco de conhecimento nos moldam e nos dá uma visão de quem somos dentro desse universo de pensamento.

A importância do estudo de literatura é tão essencial para criarmos um ambiente crítico para que esse conhecimento nos liberte de preconceitos, de antigos dogmas e crenças limitantes e justamente por isso, que devemos perseverar em preservar o que nos é valioso, que é o próprio conhecimento.

Escrever "Um dia de fada" foi um ato de transferência com a finalidade de retratar e propor uma receita para entender a violência , mesmo de forma simples e suave para que não nos passe por despercebido, é preciso discutir sobre isso , falar sobre isso, e no meu lugar de fala, é primordial fazer um estudo que vá amenizar o impacto da violência em nossas vidas, afinal, quando não detectamos o problema, pensamos em sua inexistência, o que não é visto, não é pensado.